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04/08/2009

Qualidade de Vida

Portador de doença renal

A Doença Renal (DR) causa um forte impacto na vida das pessoas, modificando-a no que diz respeito à condição física, ao cotidiano, à alimentação e também aos valores que orientam as pessoas no seu processo de viver. Objetivou-se nesse estudo analisar a repercussão da Terapia Renal Substitutiva-Hemodiálise (TRS) na vida dos clientes portadores de Doença Renal Crônica; conhecer a rotina de vida diária desses clientes, antes e após o início da TRS- Hemodiálise; identificar as dificuldades enfrentadas pelos clientes no início da TRS; registrar expectativa quanto a sua qualidade de vida. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva realizada em um Centro de Nefrologia em um município do Estado do Rio de Janeiro com 12 clientes portadores de DRC. Os dados foram obtidos por meio de um roteiro de entrevista semi-estruturada, contendo em sua primeira parte variáveis para a construção do perfil dos sujeitos e na segunda parte três questões abertas, aplicado no período de fevereiro a março de 2007. Os resultados iniciaram com a construção do perfil dos sujeitos dessa amostra, no que tange, a análise das variáveis: sexo, idade, estado civil, escolaridade, profissão, religião, renda familiar e renda pessoal. Foram construídas categorias que representaram os fatores que interferem na qualidade de vida desses clientes nos aspectos referentes às mudanças na alimentação, no trabalho, na escola, na família, na vida sexual, no lazer e possibilitou um olhar amplo nas mudanças que influenciam suas vidas. Foram identificadas as dificuldades encontradas pelos clientes no início da TRS, nos relacionamentos pessoais, com familiares, namorado e amigos, no trabalho/escola, na vida sexual e com os profissionais do Centro de Hemodiálise. A avaliação da expectativa quanto a qualidade de vida dos clientes portadores de DRC, evidenciou uma doença com importantes repercussões no bem-estar físico, mental, com implicações no seu papel emocional e social, principalmente pela “dependência da máquina”, ou seja, do tratamento dialítico, o que determina a falta de qualidade de vida. Logo, essa pesquisa revela a impotência desses clientes frente à determinação das mudanças impostas pela DRC e seu tratamento, visto que nenhum deles apresentou uma outra alternativa, além da cura e do transplante. A equipe multiprofissional do Centro de Nefrologia poderá ser a mediadora junto à sociedade da reabilitação psicossocial, contribuindo no diferencial para a qualidade de vida. Simone Vieira Souza - Enfermeira e pós-graduanda em Urgência, Emergência e Trauma, PUC-MG.

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