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15/09/2009

O que entendemos sobre acolhimento?

Acolhimento Assitencial no HAG

Muitas são as dimensões com as quais estamos comprometidos: prevenir, cuidar, proteger, tratar, recuperar, promover, enfim, produzir saúde. Muitos são os desafios que aceitamos enfrentar quando lidamos com a defesa da vida e com a garantia do direito à saúde. O padrão de acolhida aos cidadãos/usuários e aos cidadãos/trabalhadores da saúde, nos serviços de saúde, é um destes desafios. Acolher é dar acolhida, admitir, aceitar, dar ouvidos, dar crédito a agasalhar, receber, atender, admitir. O acolhimento como ato ou efeito de acolher expressa, em várias definições, uma ação de aproximação, um “estar com” e “perto de”, ou seja, uma atitude de inclusão. O que quero chamar atenção nesta conversa é para a idéia de que o acolhimento está presente em todas as relações e encontros que fazemos na vida. Entretanto, temos que admitir que parece ter ficado difícil exercer e afirmar o acolhimento em nossas práticas cotidianas. Deste modo, podemos dizer que temos como um dos nossos desafios reativar nos encontros nossa capacidade de cuidar ou estar atento para acolher, tendo como princípios norteadores: o coletivo como plano de produção da vida; o cotidiano como plano ao mesmo tempo de reprodução, de experimentação e invenção de modos de vida; a indissociabilidade entre o modo de nos produzirmos como sujeitos e os modos de se estar nos verbos da vida (trabalhar, viver, amar, sentir, produzir saúde...). É preciso restabelecer, no cotidiano, o princípio da universalidade do acesso – todos os cidadãos devem poder ter acesso aos serviços de saúde – e a responsabilização das instancias publicas pela saúde dos cidadãos. Isto deve ser implementado com a conseqüente constituição de vínculos solidários entre os profissionais e a população, empenhados na construção coletiva de estratégias que promovam mudanças nas práticas dos serviços, tendo como princípio ético a defesa e afirmação de uma vida digna a ser vivida. O Acolhimento com a Classificação de Risco – ACCR A estratégia de implantação da sistemática do ACCR possibilita abrir processos de reflexão e aprendizado institucional de modo a re-significar as práticas assistenciais e construir novos sentidos e valores, avançando em ações humanizadas e compartilhadas, pois a produção de saúde é, necessariamente, um trabalho coletivo e cooperativo entre sujeitos. Possibilita a ampliação da resolutividade ao incorporar critérios de avaliação de riscos, que levam em conta toda a complexidade dos fenômenos saúde/doença, o grau de sofrimento dos usuários e familiares, a priorização da atenção no tempo, diminuindo o número de mortes evitáveis, seqüelas e internações. Este processo contribui para a promoção da cultura de solidariedade e da paz, para a legitimação do sistema público de saúde e favorece a aliança entre usuários, trabalhadores e gestores de saúde e defesa do SUS como uma política essencial e que é patrimônio do povo brasileiro. Roberta Mariano da Motta Floresta Enfermeira do PS (Acolhimento Assistencial)

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